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Energia de Portugal 2014

Ohno inova com roupa sustentável

Criada por três portugueses, a Ohno assume-se como uma das primeiras marcas que se centra na venda de vestuário feito exclusivamente a partir de materiais ecológicos.

Tiago Oliveira

A equipa da Ohno

D.R.

Avançar com uma ideia pode ser tão simples como alguém dizer, no decorrer de um jantar: "vamos criar uma marca de roupa?" Aparentemente sim, por que foi deste modo surpreendente que o plano dos três fundadores da Ohno começou a ganhar forma.

Claro que nada no empreendedorismo é estático e a ideia original acabou por evoluir, quando os fundadores se aperceberam que o mercado já estava saturado e a poluição neste tipo de produção era muito elevada. "Alterámos o conceito, não seria apenas mais uma marca de vestuário, seria uma marca de vestuário ecológico", explica um dos fundadores, Pedro Henriques. "Quisemos avançar com um projeto que nos desse prazer, e que da mesma forma não contribuísse para a degradação do ambiente, que tanto bons momentos nos tinha dado e continua a dar".

A Ohno Project trata-se, por isso, de uma empresa em que todas as peças de roupa são ecológicas, com bases de algodão orgânico (isento de pesticidas e químicos) e poliéster reciclado (transformação de garrafas PET em fio têxtil). A preocupação em trabalhar com fornecedores que assegurem boas condições de trabalho aos seus funcionários é outro das condições essenciais da empresa. "O nome está relacionado com um jogo de palavras entre as expressões idiomáticas inglesas "Oh e "No", para expressar desagrado com as práticas prejudiciais com a Natureza, enquanto o logo representa o "focinho" de um guaxinim por ser um animal que facilmente se adapta a diferentes ambientes. Uma versatilidade que a equipa da empresa quer assumir como imagem de marca.

Os fundadores procuram sempre dar um toque de inovação aos produtos como, por exemplo, a t-shirt que possui um aplique para colocar os óculos de sol, e que incluem uma mensagem de alerta para os valores do respeito pelo ambiente além da produção sustentável.

Atualmente é uma empresa estrangeira que transforma a matéria-prima ecológica com que a Ohno cria os produtos, mas o objetivo é conseguir com uma portuguesa. "Todas as empresas com quem contactámos só trabalham com grandes quantidades, o que para nós neste momento ainda não é comportável", confessa Pedro Henriques.

Até agora, o balanço da marca é "bastante positivo", com o stock da primeira coleção a esgotar-se rapidamente e a segunda a vender-se a um "ritmo favorável". Os clientes têm elogiado não só a vertente ecológica da empresa, mas também a "qualidade e estética dos produtos".

O futuro passa agora por expandir a Ohno para o mercado internacional e alargar o portefólio da marca para incluir, não só peças de roupa mas também acessórios e utilitários desportivos. "Queremos ser uma marca de referência", remata Pedro Henriques.